aeromoça gestante

As leis relacionadas à gravidez ainda geram muitas dúvidas nas mulheres trabalhadoras. Entre as principais perguntas feitas estão: Qual é o tempo de afastamento? Quais são os benefícios e quais obrigações cumprir caso a profissional se torne mãe?

No caso da aeromoça gestante, as dúvidas são ainda maiores, dadas as condições de afastamento do lar, esforço ao realizar o trabalho, entre outras particularidades do universo das aeronautas.

O post abaixo tira as principais dúvidas a respeito do assunto. Acompanhe na íntegra.

Quando a aeromoça gestante fica sabendo da gravidez

Assim que a aeromoça fica sabendo da gravidez, é necessário que ela informe imediatamente aos seus superiores da situação, para que ela seja retirada das escalas de voo. Estar dentro de um avião por muitas horas não é algo que traga prejuízo para o feto, mas acontece que a profissional fica inabilitada para o trabalho em função do esforço necessário ao serviço de aeromoça.

O início do afastamento

A aeromoça gestante, como dito anteriormente, é afastada imediatamente após a confirmação da gravidez. O que ela recebe no período entre a informação de que está grávida e o oitavo mês de gestação, que é quando a perícia para que ela passe a receber o salário maternidade do INSS é feita, é seu salário base não incluindo a remuneração por horas de voo. No fim das contas, a mamãe aeronauta fica cerca de um ano afastada, tendo em vista que existem férias a cumprir nesse prazo.aeromoça gestante

A volta ao trabalho

Após o retorno da licença maternidade, a aeromoça gestante ainda goza de alguns benefícios durante aproximadamente 6 meses, como, ser colocada em escalas de rotas que terminarão no mesmo dia na base da residência da profissional, ter um dia a mais de folga na semana (normalmente as aeromoças possuem 8 folgas mensais), além de sua jornada de trabalho ficar limitada a 54 horas mensais. O chamado “sobreaviso” ou “stand-by” também é suspenso nesse período.

Ao fim desse período de 6 meses, a aeromoça volta normalmente às suas atividades anteriores, mantendo sua senioridade, ou seja, seus antigos benefícios, cargos conquistados por tempo de serviço, etc.

Estabilidade no trabalho

A convenção coletiva de trabalho da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, determina que durante todo o período que vai da informação de gravidez à empresa, até o final do prazo de 6 meses após o parto, a aeromoça gestante não pode ser demitida em nenhuma hipótese.

A vida após o período de gestação

O dia a dia da aeromoça gestante, e logo após da aeronauta mãe, tem percalços significativos, assim como em qualquer outra profissão que exige que a pessoa se ausente por longos períodos. É comum surgir a preocupação sobre caber no uniforme após o período gestacional, ver o filho ou filha chorar após você você usando a vestimenta da empresa, e outros aspectos referentes à dor e ao prazer de ser mãe.

É importante que ao longo do tempo você demonstre que a vida de aeromoça é algo que sua criança deverá se orgulhar. Procure levá-lo em algumas viagens quando estiverem um pouco maiores, pernoite em hotéis quando possível (os pequenos adoram!), e enfim, tente ao máximo se fazer presente, mesmo que a profissão de aeromoça exija o máximo de dedicação.

Notou que ser uma aeromoça gestante é algo que exige alguma adequação mas não é nenhum bicho de sete cabeças? Saiba mais sobre a vida dos aeronautas lendo nosso artigo “5 Curiosidades Que Você Precisa Saber Sobre Ser Comissário de Voo”.

 

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