Que esse ano de 2016 não será dos melhores, para a aviação brasileira, todos já sabiam. No artigo sobre as previsões de contratação publicado em dezembro já foi falado sobre as dificuldades, probabilidades e improbabilidades para esse ano. A conjuntura econômica segue muito complicada, mas como os candidatos ao voo devem enxergar esse cenário? Em que acreditar? Como manter o foco e a motivação?

Bom, pra começo de conversa, vale a pena dar uma conferida nesses dados, levantados pelo
Sindicato Nacional dos Aeronautas:

• De 2010 a 2014, dados da ANAC, verificou-se um aumento dos custos das companhias na ordem de 58%; por outro lado a receita aumentou 56%, praticamente acompanhando os custos;
• O custo do litro médio do querosene de aviação, segundo dados da ANP, sofreu redução de 15% em 2015, o que proporcionou economia de cerca de R$ 2,29 bilhões, praticamente anulando o efeito do dólar valorizado.
• O custo atrelado ao dólar, que as empresas alegam atualmente ser de aproximadamente 60% dos custos, nos dados históricos divulgados até o ano de 2008 variaram sempre em torno de 25%. Não há comprovação de que agora estes custos saltaram ao patamar de 60%, isto é, mais que o dobro, sem que houvesse nenhum motivo especial para isto.

Situação de cada empresa:

• A Azul recentemente recebeu aporte de cerca de R$ 2,1 bilhões (US$ 100 milhōes da United Airlines e US$ 450 milhōes do grupo chinês HNA);
• A Avianca nos últimos três anos cresceu sua receita anual em mais de 60%, adquirindo novas aeronaves mas mantendo o endividamento baixo, e além disso, vem melhorando os resultados líquidos e operacionais;
• A TAM obteve, de janeiro a setembro de 2015, um aumento de 160% em seu caixa.
• A GOL é a empresa nacional com o maior caixa, o qual foi ainda mais fortificado com o aporte de R$ 360 milhões (US$ 90 milhões) feito pelo acionista controlador da Companhia, e R$ 224 milhões (US$56 milhões) pela Delta.

Notaram que fenômeno interessante? Apesar de tudo o que dizem, apesar da conjuntura desfavorável, apesar da turma pessimista que sente prazer em destruir esperanças para posarem de sabidos, apesar de todos os problemas políticos e mercadológicos, a verdade é que as empresas aéreas brasileiras estão faturando muito e têm todas as condições de lidar com a crise de maneira segura e sóbria.

Outro dado interessante, divulgando em janeiro pela ANAC: embora o Brasil passe por uma crise econômica, nunca tantos brasileiros viajaram de avião como em 2015. De acordo com o levantamento as companhias transportaram nada menos do que 105,3 milhões de pessoas no ano passado. Dessas, 97,9 milhões trafegaram no mercado doméstico e 7,3 milhões no internacional. Trata-se da maior quantidade de passageiros desde que a ANAC decidiu inciar essa medição, em 2005.

O cenário não é o melhor, mas também está longe de ser dos piores.

As perspectivas de contratação, como você pode conferir no artigo de dezembro, são menores que a dos anos anteriores, mas o mercado é forte, valente, há espaço para crescimento e para o surgimento de novas empresas e novas oportunidades dentro das empresas que já existem. Não é razoável imaginar que o ano de 2016 irá passar sem novas seleções. Para 2017 e 2018 a tendência é o reequilíbrio das forças do mercado e a retomada do crescimento do setor.

Por incrível que pareça os piores anos de contratação nos últimos anos no Brasil foram justamente os anos em que a economia do país mais cresceu. Entre 2010 e 2013 o volume de contratações foi baixo, e as duas maiores empresas do Brasil amargaram um recorde negativo de tempo sem qualquer seleção externa para Comissário de Voo. Foram anos difíceis, mas que agora estão no passado.

E como manter o emocional focado?

Se você ama voar e quer fazer isso profissionalmente para o resto da vida, deve manter a chama acesa usando uma ferramenta fundamental: a auto-motivação.

Compartilho abaixo as 14 regras de auto-motivação do palestrante e escritor Omar Periu, que considero um punhado de jóias em forma de dicas:

1. Condicione sua mente. Essa é básica. Concentre-se nos pensamentos positivos e evite os pensamentos negativos.
2. Condicione seu corpo. Sem energia física fica difícil manter-se em ação. Mantenha suas metas de alimentação e exercícios físicos em dia e as siga como um plano de negócios.
3. Evite pessoas negativas. Elas sugam sua energia e desperdiçam seu tempo. Permanecer junto a elas é o mesmo que atirar no próprio pé.
4. Fique perto dos motivados. A primeira vantagem é que a energia positiva passará para você. A segunda é que você poderá imitar as estratégias de sucesso do motivado.
5. Tenha objetivos, mas mantenha-se flexível. Nenhum plano deve ser desenhado de maneira que se torne mais importante do que alcançar a meta.
6. Atue com um propósito maior. Qualquer atividade ou ação que não servir o seu objetivo maior é esforço desperdiçado – e deve ser evitado.
7. Assumir a responsabilidade por seus próprios resultados. Evite culpar ou dar crédito à intervenção da sorte, do destino ou do divino. Assuma seus erros e também seus acertos.
8. Estenda seus limites diariamente. Andar por caminhos antigos e conhecidos é como envelhecer. Estender-se por novas trilhas faz você crescer e evoluir.

9. Não espere perfeição, faça agora! Os perfeccionistas são os perdedores no jogo da vida. Busque a excelência em vez do inatingível.
10. Comemore suas falhas. Suas lições mais importantes na vida virão a partir do que você não conseguir. Tire um tempo para entender onde falhou.
11. Não leve o sucesso muito a sério. O sucesso de hoje pode ser o fracasso de amanhã. Não se acomode nunca.
12. Evite metas fracas. Os objetivos são a alma da conquista. Evite o “Eu vou tentar…”. Prefira o “Eu quero” ou “eu devo”.
13. Não agir é a única falha real. Se você não agir, falha por padrão e não consegue nem mesmo aprender com a experiência.
14. Pense antes de falar. Mantenha silêncio em vez de expressar algo que não serve ao seu propósito.

E então, onde você quer estar daqui pra frente?

Fonte: Webfly

cta-ebook

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Realmente, também concordo que 2016 já era, no entanto após um longo período de recesso econômico vem um surto retroativo de consumo dos produtos e serviços não consumidos durante a crise, ou seja, depois desse mal momento haverá aumento da demanda de voos, da malha aérea, e consequentemente novas contratações.
    Portanto é indispensável para os que queiram garantir sua vaga logo mais após a crise, que permaneçam se qualificando constantemente, principalmente com cursos afins e aprimorando os idiomas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here