O ano de 2016 foi um pouco instável para o setor de transporte aéreo no Brasil. Após cerca de 10 anos consecutivos de crescimento, a previsão da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) é que a aviação brasileira feche 2016 com retração em relação a 2015, influenciada pelo fraco desempenho da economia brasileira.

Mas não se assuste! As notícias ruins acabam por aí. As projeções das principais companhias do país apontam para o início de uma recuperação já para dezembro deste ano, com aumento na demanda de voos domésticos.

Cenário Otimista

Segundo a agência de classificação de riscos Fitch, a grande maioria dos países da América Latina deve apresentar crescimento no tráfego aéreo em 2017. O Brasil deve se recuperar do desempenho de 2016, puxado principalmente pelas perspectivas de melhora no cenário econômico.

Um outro fator que colabora para as projeções de crescimento para o próximo ano é o constante aumento da participação de companhias aéreas internacionais no mercado latino-americano, com parcerias, alianças e aquisições de outras empresas do setor. Segundo a Fitch, essa tendência é um fator positivo, que deve beneficiar as companhias em termos de liquidez, lucratividade e crescimento.

E tem mais! De acordo com a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), em 2017, o Brasil se tornará o terceiro maior mercado aéreo do mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos e China.

Inovação e Novidades

As quatro grandes companhias aéreas nacionais – Latam, Gol, Avianca e Azul – já divulgaram novidades para o próximo ano, apostando em diferenciais para aproveitar o cenário de projeções otimistas.

Líderes do mercado nacional, Gol e Latam anunciaram novas propostas com foco em operações low-cost, similares a empresas americanas e europeias, como RyanAir e EasyJet. A ideia é oferecer um serviço altamente personalizável, em que o passageiro possa abrir mão de alguns itens para pagar menos na passagem. Com as alterações propostas, a Latam estima um aumento de 50% na quantidade de passageiros até 2020. Já a Gol anunciou que investirá nos principais hubs do país – Brasília, Guarulhos e Galeão – através de parcerias com companhias internacionais, melhorando a estrutura e atraindo mais viajantes.

Terceira companhia em participação no país, a Azul prevê lucro e expansão para 2017, depois de alguns meses de turbulência. A empresa já anunciou investimentos para fortalecer a presença em rotas com pouca ou nenhuma concorrência, além de ampliar a oferta de voos internacionais por meio das companhias parceiras.

Já a Avianca vai por outro caminho e seguirá investindo em tecnologia. A previsão da empresa é que, até o fim de 2017, 90% das suas aeronaves possuam Wi-Fi disponível para os passageiros. Aliás, mais pessoas estão usando a conexão sem fio da companhia do que a própria empresa esperava. Os voos que contam com essa tecnologia estão tendo mais de 30% de adesão dos passageiros, número acima do esperado e que permite previsões otimistas para o ano que vem.

Crescimento Global

O fluxo mundial de passageiros, tanto em voos domésticos quanto internacionais, apresentou crescimento de 7% em relação a 2015, segundo a IATA. Previsões feitas pela própria associação dão conta que, no ano de 2035, haverá mais de 7 bilhões de passageiros voando por todo o mundo. Isso representa praticamente o dobro do número atual. Isso impacta diretamente o mercado local, já que a expectativa é que a América Latina alcance um número maior que o dobro do atual.

Segundo a ABEAR, a projeção é que o transporte de passageiros no Brasil cresça 109%, considerando o período de 2012 a 2020. Com o crescimento da demanda e a ampliação e construção de novos aeroportos, a expectativa é que sejam criados cerca de 660 mil empregos no setor, entre eles comissários de voo e agentes aeroportuários.

Conclusão

Depois de momentos de cortes, contenção de despesas e quedas nos indicativos, as previsões apontam para um cenário de recuperação do transporte aéreo no Brasil em 2017. As expectativas otimistas, tanto mundiais quanto para a América Latina, sustentam essas perspectivas de recuperação. Para acelerar o processo e recuperar a demanda perdida com a situação econômica do país, as companhias têm pensado em formas de alcançar novos clientes, apostando em medidas para modernizar e reaquecer o mercado, o que permite que possamos fazer projeções de crescimento a curto prazo.

Por todos esses motivos, podemos esperar um ano bom em 2017. O maior número de passageiros e a ampliação das atividades aumentam a demanda das companhias aéreas por profissionais capacitados e prontos para enfrentar os desafios que esse cenário de recuperação e crescimento trará.

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