A turbulência é uma das situações de voo mais temidas pelos passageiros. Apesar de acontecer corriqueiramente, basta que a aeronave comece a chacoalhar um pouco para que boa parte das pessoas fique nervosa e até entre em pânico.

A verdade é que, apesar de ser a causa mais comum de ferimentos entre passageiros e comissários de bordo, as turbulências não devem ser temidas. Apenas uma porcentagem muito pequena das milhões de pessoas que voam todos os anos se machucam com esse tipo de situação. Os aviões são totalmente preparados e estão seguros para encarar esse problema, mantendo todos a bordo a salvo.

Quer entender um pouco melhor como acontece a turbulência no avião? Então não deixe de conferir o post de hoje!

Quais são as causas das turbulências?

As causas das turbulências são muitas, mas o calor é um dos principais vilões. Dias ensolarados podem facilmente causar esse tipo de problema, pois bolhas de ar quente (as chamadas “térmicas”) começam a subir e fazem com que a aeronave balance um pouco. Pilotos de planadores e parapentes amam essa situação, pois esse fenômeno os ajuda a subir, mas em grandes altitudes elas podem ser bastante desagradáveis.

Em situações de proximidade com o solo, as causas podem ser outras. Especialmente para aeroportos próximos aos grandes centros urbanos, ocorrem os chamados “redemoinhos de ar”: o vento passa pelos prédios, causando algumas pancadas e solavancos e dando a impressão de que você está a bordo de um carro em uma estrada de terra. As montanhas também afetam voos em cruzeiro acima de 30 mil pés, pois os ventos que sopram delas criam ondas ascendentes que atingem alturas impressionantes.

Outro tipo de turbulência no avião é a Jet Stream ou correntes de jato, massas de ar provocadas pela combinação da rotação da Terra e o aquecimento da atmosfera pela radiação solar. Esse fenômeno, descrito desde os tempos da Segunda Guerra Mundial, ocorre especialmente em grandes altitudes e regiões mais próximas dos polos.

Existem também as temidas tempestades. Os pilotos são treinados desde cedo para evitar esse tipo de situação, pois são elas que causam as turbulências severas mais comuns. A aeronave, assim como as torres de controle, dispõe de vários equipamentos que traçam a melhor trajetória de voo que permita escapar dessa situação.

Por que não conseguimos evitá-las?

Na verdade é bem difícil evitar esse tipo de situação por uma razão simples: o ar é invisível. Apesar de dispormos de muitos instrumentos visando predizer seu comportamento, muitas vezes é complicado saber quando se forma uma corrente quente ou uma rajada de vento. A comunicação entre os pilotos é um fator determinante para evitar áreas problemáticas. O uso dos radares também ajuda a montar um panorama de voo seguro, evitando especialmente as temidas CB (Cumulus Nimbus). O problema é que essas nuvens carregadas de chuva conseguem causar efeitos à distância: mesmo a 40km delas o avião pode sofrer algumas chacoalhadas.

Afinal: é preciso ter medo?

Definitivamente não! Como já dissemos, as aeronaves são fortemente preparadas para enfrentar esse tipo de situação — existe uma máxima na aviação que diz “turbulência não derruba avião”. A estrutura toda é projetada com um alto fator de segurança e os números também não mentem: nos Estados Unidos voam cerca de 800 milhões de pessoas por ano e são cerca de apenas 60 feridos por turbulências. Esse tipo de situação é muito desconfortável, mas, seguindo as recomendações de segurança, é raríssimo que alguém sequer saia ferido.

A turbulência no avião é uma situação comum, mas que está prevista pelos fabricantes e que não trará danos à estrutura nem à integridade física de passageiros e comissários de voo. Da próxima vez que você presenciar esse tipo de problema lembre-se: você está seguro!

E você, já passou por alguma turbulência no avião? Conte para nós nos comentários!

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