Local de embarque e desembarque de passageiros no coração da cidade do Rio de Janeiro, o Aeroporto Santos Dumont tem muitas histórias para contar.

Um Consolidated Commodore da Panair do Brasil aguarda o embarque de seus passageiros no cais flutuante do Terminal de Passageiros da Pan American no Aterro da Ponta do Calabouço em algum ano da década de 30.
Um Consolidated Commodore da Panair do Brasil aguarda o embarque de seus passageiros no cais flutuante do Terminal de Passageiros da Pan American no Aterro da Ponta do Calabouço em algum ano da década de 30.

Como boa parte das grandes obras, o Santos Dumont surgiu para suprir uma enorme necessidade. No início dos anos 1930, o Rio de Janeiro era capital do Brasil e não tinha um aeroporto de porte. Então, uma área na Ponta do Calabouço, no centro da cidade, onde atracavam hidroaviões de rotas nacionais e internacionais, foi escolhida para erguer um aeroporto que fizesse jus ao status da Cidade Maravilhosa do início do século XX.

Um Consolidated Commodore da PanAm (Panair) sobrevoa o Rio de Janeiro. O Cristo Redentor em construção indica claramente a época da foto. O Cristo foi inaugurado em 1931, o que situa a foto entre 1929 1930
Um Consolidated Commodore da PanAm (Panair) sobrevoa o Rio de Janeiro. O Cristo Redentor em construção indica claramente a época da foto. O Cristo foi inaugurado em 1931, o que situa a foto entre 1929 1930

O Santos Dumont foi idealizado pelo urbanista francês Alfred Agache e as obras começaram em 1934. Em setembro de 1935, as primeiras aeronaves, de pequeno porte, começaram a utiliza-lo, na pista de 400 metros.

Antiga Estação de Hidroaviões
Antiga Estação de Hidroaviões

A inauguração oficial do primeiro aeroporto civil do país – antes disso todos estavam ligados à forças militares, como Aeronáutica e Marinha – aconteceu em 30 de novembro de 1936, já com o nome de Aeroporto Santos Dumont. Sua pista tinha, então, 700 metros de comprimento.

O Globo 1936 – Acervo O Globo
O Globo 1936 – Acervo O Globo

“Foi nessa época, em 1936, que o Aeroporto foi aberto para aviões maiores. Na época foi uma grande novidade. Hoje parece banal, mas considerando o período e as tecnologias ainda limitadas, foi sim uma obra grande” conta o historiador Maurício Santos.

Aeroporto Santos Dumont. 10-12-1959, Acervo O Globo
Aeroporto Santos Dumont. 10-12-1959, Acervo O Globo

No ano seguinte, em 1937, o governo Vargas promoveu um concurso para eleger o projeto da Estação Central de Passageiros. Os irmãos Marcelo e Milton Roberto venceram essa disputa. As obras da Estação Central começaram em 1938, mas foram interrompidas devido à Segunda Guerra Mundial. Esse trabalho só ficou pronto em 1945, com o fim da guerra.

“A Estação Central de Passageiros foi outro ponto dessa obra que causou muito impacto. Uma construção muito bonita de arquitetura moderna, marcante. O salão envidraçado permitia aos passageiros ver pousos e decolagens, além da paisagem da Baía de Guanabara” diz Maurício Santos.

Incndio-no-Santos-Dumont

Décadas depois, em 1998, um incêndio que durou oito horas destruiu o Aeroporto Santos Dumont. A reconstrução durou meses, no entanto, ainda no mesmo ano o Aeroporto voltou a operar.

novo-terminal-de-passageiros-santos-dumont

Quase dez anos mais tarde, em 2007, um novo terminal de passageiros foi inaugurado, dobrando a capacidade do Santos Dumont de quatro milhões para oito milhões de passageiros por ano. Esse projeto foi assinado pelo arquiteto Sérgio Jardim.

“Todo carioca que se preze já sentiu uma leve emoção ao olhar pela janela do avião e ver a Baía de Guanabara” opina a publicitária Flávia Silveira, que, por conta do trabalho, sempre está na ponte aérea Rio-São Paulo.

Fonte: Diário do Rio

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